segunda-feira, 30 de maio de 2011

"Electric Ant"


Nem gosto tanto da Marvel, mas nesse caso se trata de um graphic novel inspirado pelo conto de mesmo nome do Philip K. Dick, que julgo ser um dos melhores, se não o melhor, autor de ficção científica cyberpunk. O que eu li até agora do cara me encantou.

A história se inicia com Garson Poole, chefe de uma importante empresa, acordando de um acidente em uma sala de hospital. Dizem que ele não pode ser atendido lá. E o porquê choca o Poole, ele não pode ser atendido por não ser humano. É nessa hora que ele descobre toda a sua visão de si mesmo estava equivocada, ele é uma máquina orgânica, um "electricant".

E é a partir desse momento que ele começa a questionar toda a realidade ao seu redor e do seu interior, consciente e inconsciente. Será que sua amante é realmente uma pessoa real que o ama, ou será que é apenas parte do seu programa para que fique satisfeito? Para o quê ele foi de fato criado? Suas memórias são reais? Saber disso fará alguma diferença?

Ao lado de Sarah Benton, sua amante e colega de trabalho, ele tenta compreender como o corpo dele funciona, e acaba descobrindo formas de manipular o tempo e alterar a frequência de onda do próprio "cérebro". O lance é que Poole está evoluindo, e querem o matar.

Não posso contar mais, infelizmente. Deixo pra vocês lerem agora. A história é muito boa e a arte interna é ótima também. Um fato que acho que vale a pena ressaltar é que a HQ tem apenas 5 edições, ou seja, é rápido (ao contrário de muitas histórias em quadrinhos que parecem ser intermináveis). Ah, contém conteúdo adulto.

* Relevem possíveis erros gramaticais: estou com um pouco (bastante) de sono.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

"American Vampire"

Depois de um bom tempo sem postar, resolvi escrever sobre uma hq aqui. Em dezembro comprei e li três, e o que eu mais gostei foi American Vampire. A história foi criada pelo Scott Snyder, mas tanto ele quanto o famoso Stephen King escrevem.

É uma graphic novel para os que estão cansados do rumo que as histórias vampirescas tomaram e do estereótipo de vampiros europeus que só andam no escuro. A proposta da hq é: sangue. Vampiros que matam por sede e raiva, que caçam, que não se cansam do gosto de uma vida tomada. Traz uma nova espécie: o vampiro americano.

Bom, não se assustem. Não é pesado não. É na medida certa para cumprir seu propósito. E a composição é excelente. Os capítulos são divididos em duas histórias interligadas, cada uma com um traço diferente do excelente desenhista brasileiro Rafael Albuquerque.

A primeira história conta sobre uma aspirante a atriz que é salva pelo primeiro vampiro western que existiu, o Skinner Sweet. A segunda é narrada por um velho que presenciou acontecimentos assustadores com o vampiro em tempos passados.

O velho decide escrever seu único romance sobre o que aconteceu; e cerca de 40 anos depois, conta a veracidade de sua história ao mundo: de que o personagem do seu livro "Bad Blood" não é fictício, mas que o conheceu com seus próprios olhos.

Recomendo para os que são maiores de 16 anos e querem ler sobre vampiros de verdade. Melhor ainda, vampiros inovadores. O desenho é lindo e traz de volta o caráter violento dessa espécie com toque western americano. Suas páginas são cheias de vida, e também de morte.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"Johnny Mnemonic"


Acabei de ler esse conto do William Gibson pela internet, autor que inspirou o filme "Matrix". O cara é um grande representante do cyberpunk-noir e criador da temática da era da informação antes mesmo do auge da internet. O que gosto dele é que seus livros são tão cheios de luzes, velocidade, termos da informática, dinamismo, transmissões, dualidade virtual x real... que a imaginação fica solta e indecisa.

Johnny Mnemonic não é exceção. O livro conta sobre um traficante de dados que é pago para armazenar informações confidenciais em sua cabeça por meio de um sistema implantado pela cibernética. Ele desconhece todo o conteúdo que carrega e a senha de acesso apenas o comprador do serviço sabe.

A história começa com um encontro do Johnny com um cliente em dívida em um bar, onde ele lança uma ameaça caso não pague logo. Daí desenrola toda a confusão e inicia a busca do Johhny para se livrar das memórias de ex-clientes que carrega, ou seja, começar a viver apenas com as suas próprias memórias.


É uma ótima leitura para os que gostam de uma ficção científica cyberpunk rápida recheada de tech-noir: sintetizadores, mulheres com calça de couro preto, unhas-lâminas, fuga de comerciantes, submundos escuros de anti-tecnologia e senhas inalcancáveis. Tem apenas 17 páginas e foi motivo de um filme (vagamente inspirado) em 1995, com o ator Keanu Reeves.

Gostei bastante da leitura. Alegrou minha noite e alimentou minha imaginação. Aí embaixo está uma parte do filme que mostra a primeira cena na qual um hacker precisa hackear sua própria mente. Ah, prometo que a próxima postagem não será sobre algum livro de ficção científica (sim, eu leio outras coisas).


Boa noite,
Camila.